Networking: o que você tem a me oferecer?

Existe uma palavra que ganhou status de virtude no mundo corporativo: networking. Falam sobre construir pontes, cultivar relacionamentos, ampliar contatos e conhecer pessoas.
Dizem que devemos estar próximos de quem está onde queremos chegar, porque, quem sabe, um dia aquela pessoa poderá nos abrir uma porta. Bonito, não? Mas talvez seja hora de fazer uma pergunta pouco confortável: quantas dessas relações continuariam existindo se você não tivesse absolutamente nada para oferecer?
Porque, na prática, muitas vezes o networking parece menos uma rede de relacionamentos e mais uma rede de interesses. Você conhece alguém importante, aproxima-se, e, antes mesmo de perceber, existe uma pergunta silenciosa pairando no ar: “O que essa pessoa pode fazer por mim?” E, do outro lado, talvez exista outra: “O que essa pessoa pode me oferecer?”
Não é sempre assim, claro! Existem pessoas generosas, relações genuínas, encontros que acontecem sem cálculo. Ainda bem! Mas também existe uma verdade que poucos gostam de admitir: quem está verdadeiramente “em cima” raramente distribui oportunidades sem algum tipo de retorno.
Às vezes, o retorno é dinheiro, prestígio, influência, acesso, ou simplesmente a certeza que aquela pessoa poderá ser útil em algum momento, e talvez seja justamente por isso que tanta gente passa a vida tentando conhecer “as pessoas certas”.
Não necessariamente porque admira quem elas são, mas porque imagina onde elas podem levá-la. Há quem chame isso de networking transacional, eu, chamo apenas de troca.
E não há nada necessariamente errado na troca. Relações profissionais sempre envolverão interesses, competências, oportunidades e reciprocidade. O problema começa quando fingimos que existe algum tipo de ajuda desinteressada ou amizade onde existe apenas conveniência. Duro, não?
Porque a verdadeira amizade não precisa de currículo, a verdadeira consideração não pergunta qual é o seu cargo antes de decidir se você merece atenção e a verdadeira generosidade não precisa calcular o que receberá de volta.
Talvez devêssemos parar de romantizar o networking e começar a enxergar as relações com um pouco mais de honestidade.
Nem toda mão estendida quer ajudá-lo a levantar, algumas apenas querem saber o que você poderá fazer por ela depois que estiver de pé.
E talvez a pergunta mais importante não seja: “Quem eu conheço?” Mas: “Quem permaneceria ao meu lado se eu não pudesse oferecer absolutamente nada?” A resposta para essa pergunta talvez revele muito mais sobre nossas relações do que qualquer lista de contatos.
Muito prazer, brilhe e deixe brilhar!
Sucesso!
Texto: Ellaine de Araujo Campos Toledo
Apoio editorial: ChatGPT (OpenAI)





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